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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Primeira página


Apenas decido escrever sobre a vida
Deveria ser algo natural do homem.
De todos aqueles com oportunidades e apropriações familiares
Submetidos a uma educação formal.

Ingenuidade compreendida.
Entre todas as funções mentais
E ações pragmáticas executadas ao longo da vida
Raríssimas visam essa empreitada.

Não vislumbro grandes objetivos
Sujeito a cair em egoísmo
E exercício intelectual,
Guisa de registro particular
É possível diálogo com o futuro.

Penso e não consigo discernir um estopim
Qual o primeiro desabafo?
Mas, o que melhor se apresenta aos nossos olhos
Do que a doce luz da incerteza de nossas idéias e ações?

Que venham verdades,
Soluções para vários casos
Previsões, desconstruções
Que a reflexão promova compreensão.

Constantes erros de conduta
É postura diferente a partir de hoje
Pois não existe hora certa
Para se fazer o bem a si mesmo.

Quando nossas próprias ações agridem
Aquilo que mais amamos
O cotidiano necessita desdobrar radicalmente
Deixemos os erros para depois.

Primeiro as mudanças.
Organização será a marca dessa nova fase.
Disciplina acompanhada de bastante cobrança
Punições tentarão garantir essa revolução pessoal.

Dei ordem nas minhas roupas
Sei sobre as camisas e calções de cada dia
As calças e cuecas também
Veremos aonde isso vai levar.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Grito

À Deisiane Cavalcante


Às vezes não é simples dizer eu te amo.
Não precisa tristeza para garantir a beleza.
Os pequenos são frágeis porque não são bandos.

Rotinas mantidas ameaçam o hábito como no beijo.
E as sensações no frio provocam arrepios no ensejo.

Mas os bandos são sujos e os pequenos são simples.
Assim a beleza não destrói a tristeza.
Eu te amo na eternidade da simples confusão de diples.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Triste Conquista

I

Surfistas nos bosques
Índios nas praias

Homens com asas
Guerrilheiros em suas casas

Noivos com véu
Quem é do chão está no céu

E eu sigo na pista
Nem fiado, nem à vista

Te amando só em sonho
Que triste conquista

II

Borboletas no azul
Meninos de Cabul

Anjos desarmados
E pedaços de machados

Não sei o correto
Porque planto no deserto

Sei dos teus caminhos
As armadilhas e os passarinhos

Eternamente bem-quista
Que triste conquista


Daniel Poésio e Isaac Medeiros
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terça-feira, 31 de julho de 2012

Êxtase


À Deisiane Cavalcante

Dúvidas habitam meus sonhos
Existem coisas permanentes dentro de mim
Estamos presos um ao outro.
A minha promessa de sempre
Quero que não esqueça
Foi com demasiada sinceridade
Quero reciprocidade
Quero felicidade
Quero êxtase.


Isaac Medeiros.
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Êxtase by Isaac Medeiros is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.
Based on a work at http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2012/07/extase.html.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Retratos


A perseguição destruiu-se depois do sono.
Um grande plano de fiscalização
Deixa no meu imenso coração eterna tristeza.
Tenho vários livros grossos encima do vidro
Onde limpo
E ponho meus retratos.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sonho


Não há garantias
Quanto aos sonhos
Uns se concretizam
Outros morrem.

E em sua morte
Você se pergunta
Indiferente
Se chegou a sonhar.



Isaac Medeiros.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Despedida



Todas as falas vêm dali
Tudo que escutas
Permaneceu em silêncio na minha boca.

Todas as mentiras
Eram o seu mundo quebrando.
Os pedaços batem forte
Constroem a mesma beleza.

Nesse instante nenhuma cantiga
Nesse instante nenhum assobio:
Nunca o quarto seria um palco
Onde nenhum riso era lugar.

Houveram ainda pedidos:
Receba desculpa pela grande bagunça
Ou o grifo preto na porta.

 Eu choro, eu rezo,
Viajo profundo com os pés firmados no chão,
Eu ando, eu sento,
A cada segundo e a cada momento.


Isaac Medeiros
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Frio

Tenho maça, laranja e abacaxi:
Juntas na sacola e de mãos trêmulas,
Voltam para o frio para depois suarem,
O tapete, a pia e a mesa.
Cansadas apenas paradas
E as bocas todas famintas.


Isaac Medeiros
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Karla e Sabrina



Talvez essa agitação não seja tão particular,
A vontade de desistir é tempo desperdiçado.
Um povo vive diferente e por isso pensa diferente do outro
Singularidade não pode significar tanta coisa mesquinha,
Minha geração precisa de boa paciência.

Enquanto um casal comemora a chegada de um filho,
Porque nove bilhões em 2050 é andar sobre trilho.

Outro casal espera que a terra fique verde e limpa
Que o desespero diário garanta atitudes de finta.

Não está na miséria aqui pode ser questão de local,
Desperdiçar vontade durante tempo desistido.
São muitas as causas pena definição de poucos.


Isaac Medeiros
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Alessandra Maria

Em todos os outros, reparo em ti e tenho uma mensagem para ti,
Estás sempre para morrer – deixe que os outros digam o que quiserem,
Não posso prevaricar,
Sou exato e impiedoso, mas amo-te – não há fuga para ti.
Alguém só pode compreender os seus iguais
Ou os seus semelhantes,
Como as almas compreendem as almas.


Isaac Medeiros
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