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domingo, 16 de setembro de 2012

Levi

À Gleiciane Souza

Saber do amor
E preferir o odor

Saber do futuro
E não comer maduro

Saber condicionado
Para viver armado

Saber errado
Na cabeça do sarado

É o saber do mundo
Escondido fundo

Saber de caridade
Como forma de felicidade

Saber e não poder
É como o ato de colher


Isaac Medeiros
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O trabalho Levi de Isaac Medeiros foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2012/09/levi.html.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Na cidade de Mossoró



Fevereiro não é um dos melhores momentos do ano
É como o segundo semestre na Universidade.
Para ele legitimação no seu curso
E nos outros terríveis anseios de angustia que beira o desespero.

Para ela marca o fim de contradições
Aprendizados, desamores e alegrias.
Hoje o sol de novo está bonito
Sob seus raios tudo é estranho.

União por alguns instantes
A melhor sensação do dia, indubitavelmente.

- Oh, continuo a luta contra diferentes instintos
E comportamentos insuportáveis que me dá náuseas
Ainda sem ler nenhum texto da faculdade
Mesmo com aulas retomadas em vinte e oito.

Também não assisti debate de nenhum conteúdo.
Permanece o livro do Dan Brown, O Símbolo Perdido,
Por um lado não trás grandes conhecimentos
Por outro garante horas de pensamentos e imagens distantes, confusas, lindas.


Isaac Medeiros
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O trabalho Na cidade de Mossoró de Isaac Medeiros foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2012/08/na-cidade-de-mossoro.html.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Primeira página


Apenas decido escrever sobre a vida
Deveria ser algo natural do homem.
De todos aqueles com oportunidades e apropriações familiares
Submetidos a uma educação formal.

Ingenuidade compreendida.
Entre todas as funções mentais
E ações pragmáticas executadas ao longo da vida
Raríssimas visam essa empreitada.

Não vislumbro grandes objetivos
Sujeito a cair em egoísmo
E exercício intelectual,
Guisa de registro particular
É possível diálogo com o futuro.

Penso e não consigo discernir um estopim
Qual o primeiro desabafo?
Mas, o que melhor se apresenta aos nossos olhos
Do que a doce luz da incerteza de nossas idéias e ações?

Que venham verdades,
Soluções para vários casos
Previsões, desconstruções
Que a reflexão promova compreensão.

Constantes erros de conduta
É postura diferente a partir de hoje
Pois não existe hora certa
Para se fazer o bem a si mesmo.

Quando nossas próprias ações agridem
Aquilo que mais amamos
O cotidiano necessita desdobrar radicalmente
Deixemos os erros para depois.

Primeiro as mudanças.
Organização será a marca dessa nova fase.
Disciplina acompanhada de bastante cobrança
Punições tentarão garantir essa revolução pessoal.

Dei ordem nas minhas roupas
Sei sobre as camisas e calções de cada dia
As calças e cuecas também
Veremos aonde isso vai levar.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Grito

À Deisiane Cavalcante


Às vezes não é simples dizer eu te amo.
Não precisa tristeza para garantir a beleza.
Os pequenos são frágeis porque não são bandos.

Rotinas mantidas ameaçam o hábito como no beijo.
E as sensações no frio provocam arrepios no ensejo.

Mas os bandos são sujos e os pequenos são simples.
Assim a beleza não destrói a tristeza.
Eu te amo na eternidade da simples confusão de diples.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Triste Conquista

I

Surfistas nos bosques
Índios nas praias

Homens com asas
Guerrilheiros em suas casas

Noivos com véu
Quem é do chão está no céu

E eu sigo na pista
Nem fiado, nem à vista

Te amando só em sonho
Que triste conquista

II

Borboletas no azul
Meninos de Cabul

Anjos desarmados
E pedaços de machados

Não sei o correto
Porque planto no deserto

Sei dos teus caminhos
As armadilhas e os passarinhos

Eternamente bem-quista
Que triste conquista


Daniel Poésio e Isaac Medeiros
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terça-feira, 31 de julho de 2012

Êxtase


À Deisiane Cavalcante

Dúvidas habitam meus sonhos
Existem coisas permanentes dentro de mim
Estamos presos um ao outro.
A minha promessa de sempre
Quero que não esqueça
Foi com demasiada sinceridade
Quero reciprocidade
Quero felicidade
Quero êxtase.


Isaac Medeiros.
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Êxtase by Isaac Medeiros is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.
Based on a work at http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2012/07/extase.html.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Retratos


A perseguição destruiu-se depois do sono.
Um grande plano de fiscalização
Deixa no meu imenso coração eterna tristeza.
Tenho vários livros grossos encima do vidro
Onde limpo
E ponho meus retratos.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sonho


Não há garantias
Quanto aos sonhos
Uns se concretizam
Outros morrem.

E em sua morte
Você se pergunta
Indiferente
Se chegou a sonhar.



Isaac Medeiros.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Despedida



Todas as falas vêm dali
Tudo que escutas
Permaneceu em silêncio na minha boca.

Todas as mentiras
Eram o seu mundo quebrando.
Os pedaços batem forte
Constroem a mesma beleza.

Nesse instante nenhuma cantiga
Nesse instante nenhum assobio:
Nunca o quarto seria um palco
Onde nenhum riso era lugar.

Houveram ainda pedidos:
Receba desculpa pela grande bagunça
Ou o grifo preto na porta.

 Eu choro, eu rezo,
Viajo profundo com os pés firmados no chão,
Eu ando, eu sento,
A cada segundo e a cada momento.


Isaac Medeiros
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Frio

Tenho maça, laranja e abacaxi:
Juntas na sacola e de mãos trêmulas,
Voltam para o frio para depois suarem,
O tapete, a pia e a mesa.
Cansadas apenas paradas
E as bocas todas famintas.


Isaac Medeiros
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