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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Aos maneiristas


À Hugo Carvalho

Muito sólido desprezo não partira
Essa vergonha burguesa me movia
E meu suicídio não sentira
O semblante, o temor, a mania.

O fracasso de ampliar a experiência
Por meio da apropriação da ficção
E modos de dizer sem paciência
São correias de transmissão e estimação.

Aprofundo a relação com o outro
Em um trabalho reflexivo, esquecida
Minha arte tolera voos soltos
Porque traça almas enfurecidas.


Isaac Medeiros.
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Aos maneiristas de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O perdedor


Perdi a oralidade lírica
Meu espírito é um museu
Guiado por eficácia sonora
Que descortina desejos turistas
E um processo lento de poeticidade.

Aboli toda sensibilidade
Com palavras que estimula a transmitir
Muito orgulho egresso de virtude
Por pequena abrangência das emoções
E auxílio-permanência.

Fugi dos provedores da violência
Em termos relativos e alocados
Destituídos de qualidade positiva
Oriunda da modernidade
Não perpetuando valor.


Isaac Medeiros
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O perdedor de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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terça-feira, 30 de julho de 2013

Fabulando III


Não busco fama, muito menos luxúria
Quero apenas ser feliz, morrer e desaparecer em um mar de glória.
Tenho temor a várias coisas, mas não acho isso ruim
Pior seria se muitas coisas temessem a mim.

É difícil manter-se vivo quando o que mais se teme é a morte.
Um sábio nos disse que abrandamos o medo da morte com a vontade de viver.
O motivo por nunca ter definido um ideal de vida é o medo de consegui-lo.
Se a morte é a libertação, meu Deus,
Deixe-me preso por muito tempo e liberte-me apenas para minha salvação.


Isaac Medeiros
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Sorriso e a dor


Um mergulho no rio,
Um cafezinho em trio,
Um início de abril.
Quando o nosso Brasil
É motivo de palma.

Um pelo encravado,
Um mico gravado,
Um rosto escavado.
Quando o nosso amado
É papel sem alma.


Isaac Medeiros
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O Sorriso e a dor de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Canção do Futuro


Quando a sintonia acaba
Mesmo o salto permanece
Quando pinto o negro de seus olhos
Mesmo sem a força do brilho
Um sorriso fortalece.

Quando a grande lua aparece
Mesmo distante estremeço
Quando implico pelo grito
Mesmo ausente de toda raiva
Um sorriso se desfaz.

Quando imagens me apraz
Mesmo deitado em minha rede
Quando caminho na areia
Mesmo rodeado de estranhos
Encontro alguma paz.

Quando o vento sopra forte
Mesmo no alto de minha janela
Quando o parque está lotado
Mesmo meu filho fazendo parte
Procuro alguma paz.


Isaac Medeiros
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A Canção do Futuro de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Hoje


Hoje eu desejo falar de amor
Hoje eu quero apenas falar de paixão
Hoje a vida parece ter mais sentido

Hoje até estar inupto me faz rir
Hoje meu preceptor me iluminou
Quem sabe hoje eu estaria salvo

Hoje tudo que era preto está branco
Hoje o que era carmim parece azul
Hoje meus temores ainda não se manifestaram
Nem as minhas dúvidas

Hoje meu pequeno coração é algo muito grande
Por isso que estar apertando tanto meu peito
Hoje estou com você, mas de forma contida

Você também está comigo
Ou será essa canção?
Amanhã quem sabe?

Porém o amanhã não pertence a você
Muito menos a mim
O amanhã pertence a Deus.


Isaac Medeiros.
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Hoje de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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domingo, 28 de abril de 2013

Ela me faz


À Deisiane Cavalcante

Brilhou uma lua
Em nossa cama nua
Sorria.

Viu cair, o medo partiu
De perto eu não saí
Outro alguém sobrará
Imagino teu repouso
Com parte de teu tesouro.

Sorriso no escuro.
Intervalo do mundo.
Não sou obscuro
Lá, fundo
E no final o silêncio
Sorrio por não saber.


Isaac Medeiros.
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Ela me faz de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sorrisos


Vejo diversas partes do pouco.
Minha pele em rugas me entristece.
Sou um pálido.
Quero atirar uvas sobre pequenos macacos.
Eu sofro o mesmo de ontem.
Choro o vazio eterno de um não.
Entre sorrisos escondem as maldades.
Subi na escada de um moço em desafio.
Tudo isso me mantém em pedaços.
O meu silêncio é de ruídos.


Isaac Medeiros.
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O trabalho Sorrisos de Isaac Medeiros foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Felicidade


Não conheço o significado de felicidade
Talvez por isso queimar mato verde fresco
E acordar às seis da manhã
Pra correr atrás de bode magro
Traga tanto ânimo.

Para que sentir nostalgia pela felicidade de ontem
Quando você pode ser mais feliz amanhã?
Hoje passei perto desse sentimento misterioso
Mas ainda parece distante.

É como ver a seleção de Dunga jogar um futebol pragmático
Mas comemorar dois belos gols ao lado da silenciosa Jack.
A lógica do tempo age sobre o esplendor das relações cósmicas da vida
Não esqueçamos que é possível mudar.


Isaac Medeiros
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Felicidade de Isaac Medeiros é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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