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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Entregar

Doença a gente aguenta
Tudo a gente tem
Passe o que passar
Fique o que ficar

Doença a gente tem
Tudo a gente aguenta
Fique o que passar
Passe o que ficar

A doença que eu tive
No momento não sabia
Desconhecer o motivo é o que conquistei
E durmo ainda para a doença agüentar
Pudendo sem motivo por ela chegar
Apenas cantar
Nada sei onde tudo vai parar

A velocidade esteve aqui, o olho é que não viu
Deixa sua marca, ela tira paz
Como se sentir fosse capaz
Conversar com Deus, não glorificar
Perder toda folia e melancolia
Entregar.


Isaac Medeiros
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A obra Entregar de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sentir o mesmo

Você não lembra a cor da minha pele,
Hoje apenas não ligo.
Era seu jogo ou meu jogo?
Posso não lembrar.

Você não lembra se tinha cuiaca ou cueca.
Não foi um momento único.
Sentir o mesmo é não pensar.
Apenas querer o gosto do rosa na boca.

João tinha um pouco d’água.
Seus braços eram finos como cordões,
Brincando em silêncio, com pouca luz.
Maria jamais saberá.

E assim não lembro.
Pensei ser mais agradável,
Sentir o mesmo é não pensar.

Se você não esqueceu do dia,
Eu agora ganhei um pedido.

Sentir o mesmo é não pensar.


Isaac Medeiros.
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A obra Sentir o mesmo de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aline


Eu sei quando regozijo para você
Eu não sei se posso te fazer um favor
Estive longe, e no vale, não perdi o sentimento
Mas, nesse momento eu canto para todo mundo:

Você só precisa pedir
Você só necessita apresentar e não ligar
Verdade não é absoluta
E se errar, que outros descubram, foi uma dica.


Isaac Medeiros.

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A obra Aline de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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sábado, 13 de agosto de 2011

Coelho

Aqueles que amam muito
deixa secreto olhares de admiração
porque o ódio está colorido.

Isaac Medeiros
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A obra textp de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Perturbável



Acordo pensando na vida
Pensando conseguir algum dia
Achar saída, ida
Solução mesmo na cizânia

Meu mal luta por esse desejo
Porque estou em ritual de bocejo
Seria o homem coevo?

Quero inspiração, atração, miragem
“Não! Sinto-me na ramagem”
Perdido, confuso e com medo
O quê é isso?
Não vejo, toco, sinto e encontro

Não devo
“Muito obrigado”.
Talvez outra vida
Libertação.


Isaac Medeiros
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A obra Perturbável de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Homem liso



Dei de escrever,
Sorri com a feiúra.
Entre e saí, porém prático,
Montando os pedaços.

Buscado profundo
O visto tão raso.
Deixo para depois
Momentos de embriaguez

As palavras são doutrinas.
Ideias fazem, ideias dizem.
Sabedoria
Leva de mim sentido.
 
O sorriso feliz
Posso escrever.
O sorriso feliz
Que me faz sofrer.


Isaac Medeiros
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A obra Homem liso de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pequena parada


Depois do rápido
O silêncio
Os pés descalços contra todas as pedrinhas miúdas
E nas mãos o peso do fim

Eles têm razão
E o vento acalma forte
A confusão

Não podes repetir o inexistente
Mas, insisti no inventado
Como o homem parado vestido de preto
Ou você pode ficar aqui quando quiser

Eu visto esse branco curto
O blue jeans enrolado no final mostra o azul em dois
Deixo o azul do fim
Para continuar pisando no novo


Isaac Medeiros
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A obra Pequena parada de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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sábado, 9 de julho de 2011

Dentro

De repente sorri
Entre estranhos semelhantes.
Agora o que sinto não sei dizer.
Um passeio em silêncio comigo.


Está com a gente aqui dentro
É muita resposta e nenhuma
Muito profundo: um passeio.


Sobe, balança, desce
Que é a 55
Apaga o cigarro.


Tenho paciência e às vezes razão
Eu descubro nos pequenos acertos.
Olhem e também vão devagar
Que nossas escolhas ninguém pode
Fazer.


Isaac Medeiros.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Marcelo

Quando você acordar me ligue
Estou com o maior problema da minha vida.
Exagero?
É só que estou com medo...


Isaac Medeiros.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Olhos

Apenas consigo caminha
Capaz de provocar
O olhar.

A sua força é imensa
Porque, antes de falar
Seu grito está a calar.


Isaac Medeiros.
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A obra Olhos de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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