Pesquisar este blog

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Você


A cada dia procuro conhecer
Mais um pouco sobre você
Baby, isso é uma busca frustrante
Quanto mais aprendo sobre você
Mais quero te esquecer.

Essa tua vidinha no mundo de Júpiter
Acabará tirando você de minha órbita
Porque sua alegria é algo reservado
E nunca passa adiante.

Você é internamente provida de indicio
Mesmo os amigos parecem fazer mal
Não que seja algo importante, mas
Inexiste alimento para nossa incompletude.


Isaac Medeiros.
Licença Creative Commons
O trabalho Você de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com/2014/08/voce.html.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Onde deveríamos estar?


Desculpe se incomodo você
Ainda muito pior se falo com você
Desculpe se não te entendo
Deveria conhecer você, um pouco
Porém esses seus comportamentos
Seus comportamentos
Estão fazendo muita confusão.

Desculpe se fiz você escarnecer
Sabemos que foram sorrisos falsos
Desculpe se insisto em ser presente
Desculpe se falo que você é linda
Que a tua beleza é incomparável
Mas que toa e majora a minha dor
Com um significativo aumento.

Desculpe se te acendo a alegria
Sinto necessidades em bom grado
Mas sabemos que você é indisposta
A colaborar e mitigar meu acabrunhamento
Porém esses seus comportamentos
Seus comportamentos
Estão revelando toda a aflição.

Desculpe se apenas me aquieto
Quando a razão precisa chorar
Desculpe se já não insisto
Nem justifico recursos com esquecimento
Experimentamos a grandeza da presença de um norte
Um horizonte! Onde deveríamos estar?
Amanhecendo no escuro de seu olhar.

O abandono é maligno
O engano é mortificador
Ainda tenho outras escolhas
Desculpe se exagero na escusa
Porém esses seus comportamentos
Seus comportamentos
Faz de você uma nova pessoa.

Fácil é não fazer o que é preciso
Você ainda gosta do que é fácil?
Toda a incerteza está me suavizando
O escambo energético e teu descaso
Falta petulância suficiente na frase
Está perdoada, seja feliz
Desculpe é irrelevante, sem roteiro.


Isaac Medeiros.
Licença Creative Commons
O trabalho Onde deveríamos estar? de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/08/onde-deveriamos-estar.html.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Revolta Civil

O mais amplo e comum dos erros exige
a virtude mais generosa para se manter.
Henry David Thoreau

Venham aos jardins os que se comprazem em relegar os censores
Manchem as roupas com sangue e defeitos ridículos
Esqueçam as imagens da sala e seus vícios vergonhosos
Tenham nas necessidades biológicas novas formas de resistência
Chorem, nossos gritos se converteram numa polifonia carregada de indignação.

Lembrem os maus-tratos e as chicotadas sofridas por nossos irmãos
Escrevam sobre suas lutas por adequadas condições de vida
Apóiem protestos e motins onde possam ser acatadas as decisões coletivas
Manifestem, aconselhem e promovam em palavras e atos a revolta civil
Resistam aos políticos envolvidos em sublevações.

Instalem vigia para não florearmos um novo déspota
Neguem a certeza da velocidade dos fatos
Cultuem o silêncio de minutos resumindo-se em um lustro
Modelem os presentes em oficinas familiares
Confirmem o fracasso do sistema mercantil totalitário.


Isaac Medeiros
Licença Creative Commons
O trabalho Revolta Civil de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/07/revolta-civil.html.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Esquina


É preciso voltar da esquina
Se não quero um lazer à prestação
Se não a fumaça se adianta ao meu pulmão
Se não as passantes me fascina.

É preciso voltar à esquina
Pois o calor me enfurece
Pois o barulho estremece
Pois meu cigarro lhe abomina.

Política, futebol, gritos e agressões
O trânsito, o lixo, as propagandas
Os abraços, os olhares, as façanhas
Miséria, crédito, fome e empurrões.

Beleza, cores, encontros e ações
Os ganhadores, o sonhador, o sorridente
Os óculos, as frutas, o sorvete, os presentes
Os diálogos, os acordos e as manifestações.


Isaac Medeiros.
Licença Creative Commons
O trabalho Esquina de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/07/esquina.html.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Carta subversiva


Meus olhos cinza não compõem um perfil autoritário
Anarquistas, comunistas, integralistas, feministas ou terroristas
Suas necessidades são negadas por um conjunto de aparelhos repressivos
Coibindo reações políticas adversas com letras de foco logístico militar
Que envenena o trigo da suposta revolução político-social.

Sua lógica da desconfiança legitima a repressão
LSN, TSN, SNI e as delações anônimas ainda doem consideravelmente
Editores, gráficos e livreiros suspeitem dos autos de investigação
Estudantes, músicos, artistas, escritores, meros coadjuvantes
Uniformizando mensagens legitimadoras da intolerância com silêncios propositais.

Estratégias de controle do pensamento e da domesticação
Aplaque a dor e o terror de nosso estado de agonia.


Isaac Medeiros
Licença Creative Commons
O trabalho Carta subversiva de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/06/carta-subversiva.html.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Longe de mim


Enviei uma foto para você
E você não mandou uma para mim.
Notei seu telefone na minha mão
E calculei o tempo que não te vejo,
Foi preciso um caderno.
Esqueci seu sobrenome
Mas lembro muito bem de você!
O tédio cresce como ramagem
E toma todo o caminho.
Procuro um novo rumo
Enquanto penso em você.
Para que mandar uma nova foto
Sabe-se que você fará o mesmo.
Estou tentando te esquecer
Mas o desejo que tenho por você
Relembra nossos momentos.
A cada instante encontro um amor
Pena que o que quero está perdido
Suspenso, longe de mim.


Isaac Medeiros
Licença Creative Commons
O trabalho Longe de mim de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/06/longe-de-mim.html.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Fabulando IV



O sonho é a última esperança
Para quem costuma ter esperança.

Sonhar pode não ser a melhor coisa do mundo
Mas com certeza não é a pior.

O sonho pode ser um dos melhores exercícios
Para a mente e para o corpo.

Ser sonhador não é ser alienado,
Sonhar é um ato filosófico, é ser pensador.

Já que não tenho o que quero na vida real,
Ao menos posso ter tudo que quero nos meus sonhos.

Muitas vezes tirara de mim o que tinha,
Mas nunca tirarão o que sonho ter.


Isaac Medeiros.
Licença Creative Commons
Fabulando IV de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/05/fabulando-iv.html.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pessoa




Respira com consciência
Agora, por mim
Além de inspirar e expirar, se acalme
Que cada fase seja completa
Por um instante.

Ao inspirar e expirar a mente também
Respirando-me, eu oxigenando
Toda extensão e átomos de teu corpo
O ar se esfriar
Também estará em mim.

Apenas a mente, na paz
Apenas tua calma
E eu a respirar, sem ar. Todos aqueles lugares
Que com consciência
E na consciência sumiu.


 Isaac Medeiros.
Licença Creative Commons
Pessoa de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/05/pessoa.html.

domingo, 27 de abril de 2014

Minha versão de tu


À Deisiane Cavalcante

Em teus seios traz um espaço análogo
Um pouco desbotado de um céu nublado.
Teus cânticos em estilo popular, posto que nobre
Difundem tons com as mais sofisticadas interpretações.

Nas tuas leituras sobre os sentimentos do povo Frances
Percebes a necessidade de falar para fora do grupo.
Em teus braços a dança serve de meditação
Como canais de narrativas angelicais.

Nas tuas cartas têm muito louváveis roteiros
Com esforços isolados de protagonistas do seu próprio destino.
Tuas viagens apontam com mais ênfase suas próprias trajetórias
Retornas para uma participação direta na transformação das suas realidades.


Isaac Medeiros.
Licença Creative Commons
O trabalho Minha versão de tu de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/04/minha-versao-de-tu.html.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Rascunho definitivo

I

Quantos chãos eu já pisei?
Quantos nãos eu já levei?
Quantas lembranças eu chorei?
Quantas vezes eu encarnei?
E você?

Quantos amigos eu ganhei?
Quantos amores eu matei?
Quantas palavras eu calei?
Quantas dores eu cantei?
E você?

Quantos segredos eu já guardei?
Quantos versos eu já rimei?
Quantas mentiras eu jurei?
Quantas vezes eu não sei?
E você?

II

Das vidas sempre serei
Nas canções eu rezarei
E a paz um dia verei.

Ao lado estarei
Sorrisos não prometerei
E outras almas encontrarei.

O fim alcançarei
Poemas não lerei
E a alegria definirei.

Respostas não terei
Alguns sonhos viverei
E o eterno Deus amarei.



Daniel Poésio e Isaac Medeiros
Licença Creative Commons
O trabalho Rascunho definitivo de Daniel Poésio e Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://intellegere-verbatim.blogspot.com.br/2014/04/rascunho-definitivo.html.