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domingo, 31 de janeiro de 2016

O lacrimal, o onírico e a maternal

Nunca se sabe o que é suficiente
até que se saiba o que é mais que suficiente.
William Blake

Quando carentes
A vida mostra saída
Arraste-se para correr
Abraçar, beijar e perder.

Quando permanente
Porque sei sua partida
A chuva trás em beijo rude
O nosso amor de juventude.

Quando não sente
Preciso parecer abádida
Cada interdição tão intransigente
Como as nossas vozes diferentes.


Isaac Medeiros
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O lacrimal, o onírico e a maternal de Isaac Medeiros está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
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domingo, 20 de dezembro de 2015

Poucas horas


Que poderíamos aprender de dez novos anos,
a não ser o que os dez anos decorridos já ensinaram!?
Nietzche

O último dia do nosso único dia parece
Ou aparece do fluxo mudo incapaz
Mente reunindo horas e restringindo
Destas repouso no limiar do momento
E você, sem culpa, ainda esteja vivo
Nas poucas horas que ainda me resta
Não manifesta melancolia ou aborrecimento
Ou reclamando de perturbar o descanso
Imaginando cedo sair do esquecimento
Imperfeito e para sempre imperfectível
Impossível de descobrir graus de dor
De ruminação que ignora limites ao coração
No meio da crise caminhar para sua ruína
Escorrendo a faculdade de poder sentir
De procurar, de pensar, de repensar, de comparar
De acreditar se alguém ao dia chegará
Indigno desse amor lançado ao passado
Impelido a prejudicar o futuro, lhes dá coragem
Similar ao fim do mundo em cada instante particular
Time, who is my life?


Isaac Medeiros
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domingo, 22 de novembro de 2015

Juntos em alegria


Mas a outros será revelado o segredo
E sobre estes cairá o silêncio...
Anna Akhmátova

No inverno costuma aparecer somente
Conflitos territoriais distribuídos por todo
O país – enfrentamos dificuldades oficiais
Relacionadas a pobreza, a saúde, a discriminação
E a autonomia – a mesma natureza da população
De quase 900 mil.
Na neblina podemos juntos em alegria
Comemorar um aumento de indígenas
E brasileiros após gritante redução não
São todos iguais, não representam uma
Mesma cultura culmina numa questão de identidade
Além do engano da homogeneidade eles também
Prezam por suas diferenças.
Na escuridão há o critério linguístico nativo
E reconheçamos os cânticos Tupi e Macro-Jê
Áreas etnográficas têm modos de viver e de pensar
Relacionados num mesmo território onde intensamente
É preciso conviver, mostrar-se, envolver-se.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Passos

Procura, pois, agora, se o podes, a
consolação  no teu próprio coração.
(...) eis-te só contigo mesmo.
Fénelon

Um passo à parar ou
mesmo se ficar aqui
não mais terá nenhum
passo, tenaz foi esta
vontade mesquinha ou
arde fugaz amor imola
luz augusta sobre

lágrimas, sombra e silêncio

outrora violado aqui
jamais irá sorrir-te ou
algoz pecado é esta
força que redime nenhum
sábio forja estágio ou
estanca progresso avisto
para comunhão sobre

alegria, torrentes e emanação.


Isaac Medeiros.
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sábado, 26 de setembro de 2015

A medida

The key to structural change is a
radical shift in the social context.
Edward Bruner

Frente ao descontentamento
Bastante conflituoso
Veementemente contrário
Considera essa medida
Um novo retrocesso
Prejudicial aos interesses
No gerenciamento
Pela omissão
Coloquem um fim
Sobre os problemas
Mais prementes
De perceber o outro
Com quem tu se constrói
De perceber como tu
Se constrói na relação
Com o outro.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dos pássaros


Cantar em um silenciar.
Chegar com medo de ficar.
Brincar inseparável de namorar.
Amar quase sempre à luz solar.
Meus sons choram a liberdade.
É numa partida que deposito saudade.
Nossa separação não é da gravidade.
Tomas nossa agitação por amorosidade?
Com vôos e  melodias traço a vida.
São as cores no céu que me tira a caminhada.
Desconheço o sentimento e a dor da partida.
Para sempre retornarei às asas da amada.


Isaac Medeiros.
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Tens Minha Sina

Por pouco que sejamos capazes
de nos aquecer, acabaremos realmente
por retomar calor e ter nosso verão.
Nietzsche

Visita noturna é apego às lembranças
Certos acordos são imortais na traumática memória coletiva
Toda lembrança de um desejo e o esquecimento de um não
Explicitamente se articulam em lágrimas dialéticas
Por quê a agitação de dois exerce autoridade no infinito?

Silêncio e distância é coerção ao desejo
Todas as fugas do brilho de teu olhar não é política de inimizade
Muitas das providências de renúncia e cumprimento de divergências
Duramente será movido à necessidade de aproximação
Quantos compromissos terão nossas almas no invisível?


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Os lábios

Ao afastar os lábios
No barulho da respiração
Ao ver a ponta da língua
No apoio da face na mão
Ao enrugar-se pelo pensar
Na preguiça que faz deitar
Observo teu silêncio.

Com o brilho de suor
Ao devaneio de um cálculo
Com a ausência de espelho
Ao vento, sem nenhum pulo
Com respeito pelo vermelho
Ao manter a delicadeza
Produzo seu silêncio.


Isaac Medeiros.
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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Serena


A sua voz rápida, nada serena ou  de confiança,
Esvaziasse no espaço destinado a sua ajuda
Em colaborar com a realidade do som dos pássaros
Sobre tardes sentados juntos ao mar.

Tuas poucas melodias, abafadas em todos
Os modos como sabes destruir com risos
E também mudas faces em velocidades
Compatíveis no silêncio sempre cultuado,

Reservado pelo imenso desejo do instante,
Aguardada amarga dor nesta seca fronte
Que chora o peso de escolha abençoado
novo recomeço de retorno em amor.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fim do dia




Toda forma de êxtase parece alegria
Para mim
Acaba sempre no fim do dia.
Na infância imaginei:
Noites em conto de Cora Coralina
Onde dormir era abertura para um mundo
Que duas pessoas em pecado
Até atingir o orgasmo
Era algo quimérico.
Mas hoje cozinho bife amargo 
E já acabou o dia.


Isaac Medeiros.
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