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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sem ou com a força

Uma força à parte do povo possibilita a superação
O entendimento das raízes e das consequências,
O limite do poder onde o Direito é contra a democracia
Promove o senso comum elitista, desigual e autoritário?
Apenas se o cidadão nega a vida como coautoria social.

Por meio da força uma minoria institui legalidade
Ausculta e interpreta aspirações e vontades da maioria,
Aprende da Escola Superior de Guerra a capacidade repressiva,
Aperfeiçoa os interesses de todo um povo
Somente com legalidade ilegítima ou com incapacidade de governo pelo povo?


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cores e Registros



Vejo programas escolares que são racistas
E o brilho branco embaça os olhos da sociedade
Onde a carência de vozes capacitadas
São matrizes em ausência com vários entraves.

Escuto argumentos de temas privilegiados na mídia
Correlatos que prevêem o impressionante
Que não resiste em tornar invisível às desigualdades
É a liberação sistemática para qualificar quadros evidentes.

Sinto alegria ao edificar o conceito de formação nacional
O debate é composto e precisa de conflitos ao programar
Nas verbas governamentais existe uma demonização?
Conhecemos a trajetória das relações etnicorraciais?

Observo populações trabalhadoras na República velada e sutil
Diante de xingamentos precoces com viés embranquecedor
Com prerrogativa radical, sem intenção, com exaustão e sem propósito
A constituição do movimento negro no Brasil não é ignorado ou desvirtuado.

Alimento minhas ideias com a Frente Negra Brasileira
Aglutinando vários protestos do King Jr. à força dos Panteras Negras
Porque políticas públicas não são inspiradas no poder dessas organizações
Sua lógica é escrita por líderes no executivo e suas retaliações desfiguradas.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Músicas de bar

Para ignorar os que perseguem
Siga instintos, os absurdos
Para esconder a altivez
Mergulhe em novos pensamentos:

De sentar para esperar,
Pagar uma rodada vermelha,
E acreditar em algo.

Enganar a falsidade,
Não confiar em ninguém,
E viver na solidão.

Ao perguntar os porquês,
Investigar no íntimo,
Descobrir o que não podes,
E ficar em si mesmo:

Guardar algo que não podes,
Usar quando está fraco,
E saber que vive enfraquecido.

Não guardar nada que possa,
Impedir as mesmas dores,
E viver como todo fracassado.

Para não dar as costas,
Ficar na defensiva,
Não fugir dos problemas,
E nunca esconder o orgulho:

Permitir a evasão do erro,
Tentar um vôo e pegá-los,
E ficar mais calmo.

Pensar em todo o medo,
Estar muito perdido,
E ficar fora de alcance.

Se esperar sempre por você,
Sem saber sempre o que dizer,
Sem saber o que fazer,
Saber tudo o que você me diz:

Amar o que você não sabe,
Negar o nosso tempo,
E ensinar, vamos...

Aceitar o que se faz,
Tentar o tanto que dá,
Não convencer a si mesmo,
E dançar sem forças:

Não guardar nada que possa,
Impedir as mesmas dores,
E viver como todo fracassado.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Forças Armadas para Defender os Civis

Then to the elements.
Be free, and fare thou well!
Thomas Mann.

Poderes quase ilimitados
Cultura de impunidade.
Se a força é maior
O consenso é menor.
Ditabranca é argumento falso
De indivíduos opressores.

Elites burocráticas com cooperação
Entre instituições e o regime.
Resistência social para o fim
Não finaliza práticas repressivas.
Por um senso comum democrático
De políticas de memória.


Isaac Medeiros.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Visita

À Iracilda Medeiros.

A água formava poeira
A poeira doía nos olhos
Os olhos eram pérolas de Atlântida.

Meus verbos cheios do onírico
Minhas idéias criando vícios
Minha memória confusa com as datas.

Cedinho, minha boca a falar
Foram como promessas
E o fim da gentileza
O pedido para parar
Caiu violentamente para notar.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Homo vales

Os antros das feras foram convertidos
em prósperos estabelecimentos do homem
Rugendas

Não busco em céu estrelado
A nossa linhagem hominínia
É de ancestrais carniceiros
Nossa vontade para o amado
Australopithecus sediba
Ou garhi, seremos jardineiros.


Isaac Medeiros
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Uma cena de exceção


Não sou uma solene imagem
Ainda que seja em seu visor estereoscópico.
De pé a sombra de teu trono metódico
Integro a ilusão de se estar dentro da viagem.

Dessa estranheza improvável para os desejos,
Os insuficientes sentimentos de cooperação
Conforme o atributo banal de toda agitação,
Revela um efeito próximo à visão real de beijos.

Que sugerem os particulares eventos afirmativos
Da conduta entre irmãos e de vetusta coleção.
Em ondas de luz guardo honrosa anotação
“Viver com as incertezas que compõem o subjetivo”.

A convivência com relações diretas sob dossel interpretação,
Contém as dores, anilado o céu, por si evocando
Novo começo, a continuação do que seguimos contemplando.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Aparência


À Rodrigo Rocha

Falta de caminhadas e pedaladas entristecem
Como o excesso de imagens nos faz
Mentalmente preguiçosos e relegados
A um segundo plano que não são convergentes:
Se raro mergulho em metáforas de denúncia?
Se não associo a construção do conhecimento pela ironia?
Se não encontro na superfície da vida apenas o humor?
Sem ênfase no imagético vivo a existência como nada?


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Deixe-me viver

À Kenedy Mota (in memoriam) .

Perdi minha última esperança
Você seguiu ao amanhecer
E contíguo a minha calma.

Onde estará aquela razão otimista?
O pessimismo veste meu espírito?
O que abastarda não é uma forma reprimida?

Antes alimentava imprecisões
Agora fidúcias me fortalecem
Faltam partes no meu todo
E sobra tudo em várias partes
Estamos perdidos
E não sabemos aonde procurar.

Já não posso dizer
Sobre o ato de sentir
O artifício que nos move
Dos desejos que afasta
Quem pode erigir o silêncio?
Jura-me, deixe-me viver novamente.


Isaac Medeiros.
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