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segunda-feira, 5 de novembro de 2018


Vida frágil e perigosa
Mas viver
Se tem um motivo
Tenho resistência de lã
Se apenas quando sonha:
Diferentes realidade
Temos pouco tempo
Temos vivido pouco
Entre poucas e boas
Não pensamos no susto
Do entendimento
De uma ogiva

Isaac Medeiros
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domingo, 12 de março de 2017

Mapas e mitos


Ainda sonhas com tesouros magníficos
Escondidos ou perdidos nas vastidões
Nas lagoas e regiões amazônicas do Brasil?

Ainda tens como alvo sertão e interior desconhecidos
Expedições ou explorações com abundância de fantasia
Cuja indiferença difere Itaberaba e Sabarabuçu?


Isaac Medeiros
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O segredo e o aspirante espiritual


Viver é agradável ou desagradável
Dependendo da sua atitude básica para com a vida:
A atenção é fixada somente no mais importante
Isso é chamado de concentração
O anseio deve ter a força para inspirar o empenho
Devem-se controlar os falsos temores, os desejos absurdos
As tristezas, as preocupações e os prazeres artificiais
Que agora enchem sua mente
Somente a meditação é capaz de fazer alguém transcender
As vicissitudes do tempo e do espaço
Fazer dele sempre o mesmo indivíduo equânime
Como se ele próprio fosse um outro criador
Eles sempre estarão em busca da verdade eterna
Que repousa por trás das ilusões oníricas deste mundo
Cada pensamento, cada palavra e cada ação
Devem ter sua origem na consciência total do conhecimento

Isaac Medeiros

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Crie um método da meditação


Por meio da meditação, as pessoas alcançam
a experiência Divina da realização do Atma dentro delas
Sai Baba

Mestre, como posso permanecer assim?
Aproveito nosso transe para explicar-lhe:
Deve praticar uma ou duas polegadas acima do chão
Adotar uma postura de lótus
O pé direito fica sobre a perna esquerda e o pé esquerdo sobre a perna direita
Os dedos das mãos devem estar se tocando e as mãos devem ser colocadas à frente
Os olhos devem estar semicerrados ou fechados completamente
Por meio de mensagem mental relaxe o pescoço
Os ombros, as mãos, o tórax, as mandíbulas, o estômago,
Os dedos, as costas, as coxas, os joelhos, as panturrilhas e os pés;
Evite divagações mentais através de pensamentos
Que alimentem entusiasmo pela própria meditação
Deve-se dominar o sono até com banho de água fria
Porque é na quietude da madrugada o melhor horário para praticar.
O canto do Nome de Deus e a meditação
Rishi é aquele que tem o brilho completo do entendimento do Atma
Que é a meta da vida e faz com que ela seja digna de ser vivida.


Isaac Medeiros
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sábado, 30 de julho de 2016

Uma canção à concentração


O maior defeito hoje é a ausência de Atmavichara (investigação sobre a natureza do Ser).
Essa é a causa de toda essa inquietude (ashanti). (...)
Há unidade onde vemos apenas diversidade; a substância básica é una e indivisível.
Isso é Brahman, isso é Atma, que é também a própria substância básica de vocês.
Leito do Rio Chitravati, Puttaparthi, 23/02/1958
Sathya Sai

Caminhava silencioso e calmo
Entre as linhas brancas e o trabalho
Felizes furtam a leveza do algodão
Entre eles ouvi um menino cantar:
“Ilumina minha consciência
Oh Deus, instrue e purifica
A buddhi e a manas
Cria a repetição em japa meditação
Oh Deus, a mente é focalizada
A única direção da inteligência
Dirige atenção unidirecional
Propositalmente, oh Pai, e fixa-se nele
Será possível alcançar à dhyana”.
Menor que a força da melodia
No final daquele dia,
Sai Baba:
“As pessoas são dotadas de poderes ilimitados.
Nem uma única pessoa é destituída deles!
Mas o caminho é mal utilizado quando
O indivíduo não tem consciência dessa verdade”.
É yóguico
Um sonho de sathya
Não é o moksha à sua vontade
Se precisas de dhyana deixas maya em sadhana.
É necessário saber com clareza o propósito da repetição
E o Nome Deus e a meditação que é adquirir uma atenção unidirecionada no Senhor:
Desfazer-se dos apegos sensoriais e obter felicidade – dirigir manas à todas as coisas sagradas
A dhyana ou o processo pelo qual sua mente reconhece
O poder da sat-chit à concentração e ananda.
Se doce é a conversão daquilo que está
Voltado ao exterior para o interior
contemplação do Atma.
Nama-sadhana:
Nama.


Isaac Medeiros.
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Canção à antahkarana


A melhor maneira de seguir as ações que libertam é a meditação.
Sai Baba

Para as experiências que são de duas naturezas
Diferentes, nós mantemos uma condição
Constante durante cada vida, realizamos ações
As que prendem, levam aos objetos externos
Força ao sentido e desejo por algum resultado

Mantém chaves que cria a tristeza e a confusão
As que libertam, promovem aventurança interna
Alegria, em que não há desejo por um objetivo
Prática que envolve verdade, retidão, paz e amor
“Falar abertamente as coisas como elas são

É uma tarefa agradável”, e oferecer tudo
Sem nenhum desejo pelo resultado trará
Paz mental, um imenso silêncio de luzes.

Isaac Medeiros.
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domingo, 8 de maio de 2016

As rosas


mulher, costume de fim
e não sorriso acanhado
mulher, emaranhada alegria
e não propaganda geral
mulher, prazer do mundo
e não pequena esperança
mulher, sono com rosas
e não feitiço roliço
mulher, benção celestial
e não mãe do pecado
mulher, feita de luz
e não largura da sombra
mulher, deusa minha
vivas alegre à minha morte


Isaac Medeiros.
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terça-feira, 12 de abril de 2016

A-luto se ande para Abu Aymá


Faz fala de legítima
mas age regular

às pessoas,
grupos e instituições

não age com amor
acelerando-te ego?

faz pedido direto
mas age regular

aos desejos
distância e indiferênça

ages sempre com vigor
negando-me amor?


Isaac Medeiros. 
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sri Sai Sachiana




À Deisiane Rodrigues

Despertem em suas práticas
Buscando restaurar o dharma
Das relações pessoais a retidão
A legalidade de nossas relações.

Cultuem a coragem no seu coração
Praticando ritos sagrados dos sadhakas
Das palavras escritas as faladas
Todas serão apreendidas como mahavakya.


Isaac Medeiros.
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domingo, 31 de janeiro de 2016

O lacrimal, o onírico e a maternal

Nunca se sabe o que é suficiente
até que se saiba o que é mais que suficiente.
William Blake

Quando carentes
A vida mostra saída
Arraste-se para correr
Abraçar, beijar e perder.

Quando permanente
Porque sei sua partida
A chuva trás em beijo rude
O nosso amor de juventude.

Quando não sente
Preciso parecer abádida
Cada interdição tão intransigente
Como as nossas vozes diferentes.


Isaac Medeiros
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domingo, 20 de dezembro de 2015

Poucas horas


Que poderíamos aprender de dez novos anos,
a não ser o que os dez anos decorridos já ensinaram!?
Nietzche

O último dia do nosso único dia parece
Ou aparece do fluxo mudo incapaz
Mente reunindo horas e restringindo
Destas repouso no limiar do momento
E você, sem culpa, ainda esteja vivo
Nas poucas horas que ainda me resta
Não manifesta melancolia ou aborrecimento
Ou reclamando de perturbar o descanso
Imaginando cedo sair do esquecimento
Imperfeito e para sempre imperfectível
Impossível de descobrir graus de dor
De ruminação que ignora limites ao coração
No meio da crise caminhar para sua ruína
Escorrendo a faculdade de poder sentir
De procurar, de pensar, de repensar, de comparar
De acreditar se alguém ao dia chegará
Indigno desse amor lançado ao passado
Impelido a prejudicar o futuro, lhes dá coragem
Similar ao fim do mundo em cada instante particular
Time, who is my life?


Isaac Medeiros
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domingo, 22 de novembro de 2015

Juntos em alegria


Mas a outros será revelado o segredo
E sobre estes cairá o silêncio...
Anna Akhmátova

No inverno costuma aparecer somente
Conflitos territoriais distribuídos por todo
O país – enfrentamos dificuldades oficiais
Relacionadas a pobreza, a saúde, a discriminação
E a autonomia – a mesma natureza da população
De quase 900 mil.
Na neblina podemos juntos em alegria
Comemorar um aumento de indígenas
E brasileiros após gritante redução não
São todos iguais, não representam uma
Mesma cultura culmina numa questão de identidade
Além do engano da homogeneidade eles também
Prezam por suas diferenças.
Na escuridão há o critério linguístico nativo
E reconheçamos os cânticos Tupi e Macro-Jê
Áreas etnográficas têm modos de viver e de pensar
Relacionados num mesmo território onde intensamente
É preciso conviver, mostrar-se, envolver-se.


Isaac Medeiros.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Passos

Procura, pois, agora, se o podes, a
consolação  no teu próprio coração.
(...) eis-te só contigo mesmo.
Fénelon

Um passo à parar ou
mesmo se ficar aqui
não mais terá nenhum
passo, tenaz foi esta
vontade mesquinha ou
arde fugaz amor imola
luz augusta sobre

lágrimas, sombra e silêncio

outrora violado aqui
jamais irá sorrir-te ou
algoz pecado é esta
força que redime nenhum
sábio forja estágio ou
estanca progresso avisto
para comunhão sobre

alegria, torrentes e emanação.


Isaac Medeiros.
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sábado, 26 de setembro de 2015

A medida

The key to structural change is a
radical shift in the social context.
Edward Bruner

Frente ao descontentamento
Bastante conflituoso
Veementemente contrário
Considera essa medida
Um novo retrocesso
Prejudicial aos interesses
No gerenciamento
Pela omissão
Coloquem um fim
Sobre os problemas
Mais prementes
De perceber o outro
Com quem tu se constrói
De perceber como tu
Se constrói na relação
Com o outro.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dos pássaros


Cantar em um silenciar.
Chegar com medo de ficar.
Brincar inseparável de namorar.
Amar quase sempre à luz solar.
Meus sons choram a liberdade.
É numa partida que deposito saudade.
Nossa separação não é da gravidade.
Tomas nossa agitação por amorosidade?
Com vôos e  melodias traço a vida.
São as cores no céu que me tira a caminhada.
Desconheço o sentimento e a dor da partida.
Para sempre retornarei às asas da amada.


Isaac Medeiros.
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Tens Minha Sina

Por pouco que sejamos capazes
de nos aquecer, acabaremos realmente
por retomar calor e ter nosso verão.
Nietzsche

Visita noturna é apego às lembranças
Certos acordos são imortais na traumática memória coletiva
Toda lembrança de um desejo e o esquecimento de um não
Explicitamente se articulam em lágrimas dialéticas
Por quê a agitação de dois exerce autoridade no infinito?

Silêncio e distância é coerção ao desejo
Todas as fugas do brilho de teu olhar não é política de inimizade
Muitas das providências de renúncia e cumprimento de divergências
Duramente será movido à necessidade de aproximação
Quantos compromissos terão nossas almas no invisível?


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Os lábios

Ao afastar os lábios
No barulho da respiração
Ao ver a ponta da língua
No apoio da face na mão
Ao enrugar-se pelo pensar
Na preguiça que faz deitar
Observo teu silêncio.

Com o brilho de suor
Ao devaneio de um cálculo
Com a ausência de espelho
Ao vento, sem nenhum pulo
Com respeito pelo vermelho
Ao manter a delicadeza
Produzo seu silêncio.


Isaac Medeiros.
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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Serena


A sua voz rápida, nada serena ou  de confiança,
Esvaziasse no espaço destinado a sua ajuda
Em colaborar com a realidade do som dos pássaros
Sobre tardes sentados juntos ao mar.

Tuas poucas melodias, abafadas em todos
Os modos como sabes destruir com risos
E também mudas faces em velocidades
Compatíveis no silêncio sempre cultuado,

Reservado pelo imenso desejo do instante,
Aguardada amarga dor nesta seca fronte
Que chora o peso de escolha abençoado
novo recomeço de retorno em amor.


Isaac Medeiros.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fim do dia




Toda forma de êxtase parece alegria
Para mim
Acaba sempre no fim do dia.
Na infância imaginei:
Noites em conto de Cora Coralina
Onde dormir era abertura para um mundo
Que duas pessoas em pecado
Até atingir o orgasmo
Era algo quimérico.
Mas hoje cozinho bife amargo 
E já acabou o dia.


Isaac Medeiros.
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