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sábado, 5 de novembro de 2011

Vínculo Quimérico

Há tempo possuía um ideal
Idealizando ideação de idiossincrasia
E Almejo o não possuído
Ser vip para uma sociedade burguesa
Burlando minha personalidade
Se é que posso ter uma
Nesse amontoamento de etnias

Em meio a essa busca descobri a amizade
A compreensão, sinceridade, afeição
Algo afobado porém transparente
Que consegue dar-me um novo ideal
Com novas fronteiras e caminhos
Mas, com desejos parecidos.

Poucas coisas conseguem destruir esse laço
A quem temíamos
Nos venceu
O destino.


Isaac Medeiros
Licença Creative Commons
O trabalho Vínculo Quimérico de Isaac Medeiros foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em intellegere-verbatim.blogspot.com.

sábado, 8 de outubro de 2011

Felipe e Ana

Ninguém hoje irá fazer
Para ser certo
No rumo da mudança?
E ninguém irá fazer
Para não ser certo?

Felipe viu a luz, puxou de uma vez as cortinhas
Descalço no chão e espreguiçou-se
Agora Ana relaciona sua poesia
Ao lado da Universidade no diário de campo

Felipe e Ana entraram em um mesmo ônibus no dia seguinte
E sentados ao lado do outro se conheceram
O caminho do trabalho do Felipe diminuiu
“A praia é legal e vou muito caminhar pela manhã”

Compromisso marcado em dia de semana
“Eu estou atrasado”, “não pretendo faltar hoje”
Ana feliz perguntou sobre sua casa
Queria saber mais sobre o “embaçado”
E o Felipe, empolgado, só pensava em impressionar
“Patrocinado pela Pena, eu vou pro mar”

Felipe e Ana desceram juntos
Caminharam e alongaram na areia
O Felipe apontava para as ondas
Enquanto a Ana falava sobre Cancioneiro

No outro dia já era sábado
A Ana não tinha reunião e o Felipe treino
A praça não era tão verde, mas Felipe nem reparou
O encontro estava sendo perfeito

Felipe e Ana não eram iguais
Ela era professora e ele tinha dezenove
Ele tinha patrocínio e conhecia o Havaí
E ela nunca tinha saído do Estado.

Ele ouvia Jack Johnson e Elvis Costello
Usava seda e boné, tinha tattoo e cordão
E a Ana lia Dhyana de pijama
E pintava rios 16x20 em tela fina

Ela escrevia poemas sobre o Dragão do Mar
Além de sonhos e profissões
E o Felipe cuidava do cabelo
Aluguel, comida, doces, cervejas

E nessas diferenças criou-se um acerto
Uma saudade de chorar
Eles telefonavam todo dia
E a saudade não sumia

Felipe e Ana fizeram meditação, escalada
Natação, futebol e foram para o Havaí
A Ana recitava no ouvido do Felipe
Inquietude e ignorância são erradicadas com amor

Ele a ensinou a pescar, fez pedra nadar
Não parou de voar
E ela publicou o primeiro livro
No dia em que ele escreveu o primeiro soneto.

Conheceram os sogros um do outro
Festejaram o casamento
E os amigos sorriam de seus exageros
O limite de um era a potencialidade do outro

Deixaram suas casas pouco tempo depois
Quando os prêmios aumentaram de valor
Decidiram não arriscar, trabalharam firmes
Temiam o desassossego da dependência

Felipe e Ana estão em Fortaleza
Os nossos passeios são sempre demorados
Mas não teremos muita escolha
Agora a Ana tem enjôo e desejos toda noite

E ninguém hoje irá fazer
Para ser certo
No rumo da mudança?
E ninguém irá fazer
Para não ser certo?


Isaac Medeiros
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A obra Felipe e Ana de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Camila

Quando você estiver pronta
A poeira da calçada
Vento fraco da noite
Atrapalhando a risada

Quando você estiver pronta
A aflição que te move
Te leva para longe
Destruindo o que tem pouco

Quando você estiver aqui
Chegada marcada
O abraço da saudade danada
Eu não quero ser seu medo o desejo capaz
De trazer você da vontade

Quando você estiver pronta
O rio chegando no mar
Quero mergulhar apenas contigo
Pra segurar sua mão com a minha

Quando você estiver pronta
Cabelos pretos sobre os ombros
E os pequenos passos teus
Estarei feliz com você

Se eu espero você
Se eu escrevo pra você
Eu estarei pronto
Para você.


Isaac Medeiros
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A obra Camila de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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sábado, 1 de outubro de 2011

Mensagem

Muito obrigado é suficiente para você?
Você está sempre confusa.
Antes tinha escolhido uma noite
Nós olhamos firmes.

Você tem que me beijar.
Você me quer.

Sonhe e permita ter motivos suficientes.
Evite a partida, embora você
Evita a presença, meu amor
Permita-se.

Sou inocente também
Você sabe o quanto eu quero
Nada está escuro agora
Nós ouvimos o sorriso.

Você tem que me beijar.
Você me tem.

Braços erguidos com punhos firmes
Se jogue...
Vamos perder a inocência juntos
Não existe paixão errada.

Sei que esteve desenvolvendo
Enquanto há perfume.
Eu sei que você pediu ajuda
Você procura se permitir a mim.


Isaac Medeiros
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A obra Mensagem de Isaac Medeiros foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Entregar

Doença a gente aguenta
Tudo a gente tem
Passe o que passar
Fique o que ficar

Doença a gente tem
Tudo a gente aguenta
Fique o que passar
Passe o que ficar

A doença que eu tive
No momento não sabia
Desconhecer o motivo é o que conquistei
E durmo ainda para a doença agüentar
Pudendo sem motivo por ela chegar
Apenas cantar
Nada sei onde tudo vai parar

A velocidade esteve aqui, o olho é que não viu
Deixa sua marca, ela tira paz
Como se sentir fosse capaz
Conversar com Deus, não glorificar
Perder toda folia e melancolia
Entregar.


Isaac Medeiros
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sentir o mesmo

Você não lembra a cor da minha pele,
Hoje apenas não ligo.
Era seu jogo ou meu jogo?
Posso não lembrar.

Você não lembra se tinha cuiaca ou cueca.
Não foi um momento único.
Sentir o mesmo é não pensar.
Apenas querer o gosto do rosa na boca.

João tinha um pouco d’água.
Seus braços eram finos como cordões,
Brincando em silêncio, com pouca luz.
Maria jamais saberá.

E assim não lembro.
Pensei ser mais agradável,
Sentir o mesmo é não pensar.

Se você não esqueceu do dia,
Eu agora ganhei um pedido.

Sentir o mesmo é não pensar.


Isaac Medeiros.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aline


Eu sei quando regozijo para você
Eu não sei se posso te fazer um favor
Estive longe, e no vale, não perdi o sentimento
Mas, nesse momento eu canto para todo mundo:

Você só precisa pedir
Você só necessita apresentar e não ligar
Verdade não é absoluta
E se errar, que outros descubram, foi uma dica.


Isaac Medeiros.

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sábado, 13 de agosto de 2011

Coelho

Aqueles que amam muito
deixa secreto olhares de admiração
porque o ódio está colorido.

Isaac Medeiros
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Perturbável



Acordo pensando na vida
Pensando conseguir algum dia
Achar saída, ida
Solução mesmo na cizânia

Meu mal luta por esse desejo
Porque estou em ritual de bocejo
Seria o homem coevo?

Quero inspiração, atração, miragem
“Não! Sinto-me na ramagem”
Perdido, confuso e com medo
O quê é isso?
Não vejo, toco, sinto e encontro

Não devo
“Muito obrigado”.
Talvez outra vida
Libertação.


Isaac Medeiros
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Homem liso



Dei de escrever,
Sorri com a feiúra.
Entre e saí, porém prático,
Montando os pedaços.

Buscado profundo
O visto tão raso.
Deixo para depois
Momentos de embriaguez

As palavras são doutrinas.
Ideias fazem, ideias dizem.
Sabedoria
Leva de mim sentido.
 
O sorriso feliz
Posso escrever.
O sorriso feliz
Que me faz sofrer.


Isaac Medeiros
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